Terça-feira, Janeiro 24, 2012
Quarta-feira, Janeiro 18, 2012
percebendo que o voo é solitario
no cadaver dessa ave
de rapina
amor versos amor
perdendo por esperar
esperando sem alcançar
no cadaver dessa ave
de rapina
amor versos amor
perdendo por esperar
esperando sem alcançar
Terça-feira, Setembro 20, 2011
21.09.11 - 12:47am
O sono perdido. Pensamentos de alegria: tão raros, quando a dor é a arma constante. O tempo voa de instante em momento e o corpo, esse corpo que ainda sobrevive, levanta sustos de verdades. Eu consigo, vez em quando, morrer e acho que hoje é um belo dia para morrer de novo. Mas isso nao é bem uma escolha. Entra levemente perfurando, um punhal que crava o peito mole. E chega sem avisar, mas acordado com o tempo, bom para morrer.
Sexta-feira, Junho 17, 2011
Terça-feira, Maio 31, 2011
casulo
dela
era
de
cor
dourada
na
mesma
vitrine
haviam
outras
cores
que
faziam
o céu
mais
azul
do que
nunca
amei
alguém
com
tantas
camadas
jogadas
no
lixo
dela
era
de
cor
dourada
na
mesma
vitrine
haviam
outras
cores
que
faziam
o céu
mais
azul
do que
nunca
amei
alguém
com
tantas
camadas
jogadas
no
lixo
Quarta-feira, Abril 13, 2011
fevereiro 02
hasteou-se bandeira branca
festa nas águas, mormaço no ar
fevereiro incorrigível
os barquinhos engasgados na baía
contou-se dois dias
folia no mar de risos fortes
gente com medo de tudo
povinho tolo que cutuca o coração do vento
Vento lá tem coração?
pedem licença que hoje ninguém pode envergonhar
eita mundo cão
transformou-se em homem dono de si
e perdeu-se no mareado da maré
Quinta-feira, Novembro 11, 2010
AGORA

os olhos famintos e o mundo a rejeitar
não sei
não devorar os seios de minha mãe
colo que escuta o choro
mãe que não sabe ser mãe
fome que escurece o desejo
medo que destrói tudo com ajuda do tempo
verdade que nunca vem
a distancia incendiada do meu e seu
tensão de um amor violento
corpo inquieto em uma manha de ressaca do mar
vento frio; vento quente
nossas opções são as mesmas
complicações do impossível
puro no mundo é invisível
estável reverso dos acontecimentos
desespero e costumes embaralhados nessa historia corruptível
mãos sujas; corpo impuro; voz surrupiada
embalados nesse sonífero das contradições
irresolutos, ultrapassamos a criação
o mundo me voa
estou longe do conselho que venho guardando
pago barato pelo conselho amigo
mas ocupo o meu coração com sonetos sonolentos de um doidivano percevejo
à nossa memória que já é ficção
